Eurocentrismos

Grande parte do acervo dos principais museus do mundo foi obtido como pilhagem de guerra. As riquezas da arte egípcia que se encontram no Museus do Louvre, por exemplo, foram trazidas para a França por Napoleão quando o imperador dos franceses conquistou o Egito. A coleção de arte grega do Museu Britânico de Londres também foi constituída de forma semelhante. Enfim, uma série de museus da Europa ou dos Estados Unidos abriga obras de arte antigas que foram adquiridas nem sempre de forma correta.

PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Editora Ática, 2014. p. 377

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ENTRE A REALIDADE E A TEORIA

Hoje em dia, é comum encontrarmos pessoas que contestam a autoridade do professor em sala de aula não em nome do bom senso, mas sim em nome de um falso humanismo e de uma modismo chamado laissez-faire ou não diretividade, que geram um voluntarismo espontaneísta e confundem erroneamente autoridade com autoritarismo. Ora, o bom senso pedagógico nos mostra que a autoridade do professor é um fato, pois ela é inerente a sua própria função docente.

(…) os professores como que passam a ter vergonha de exercer uma autoridade para a qual estão designados, uma autoridade que nada tem que ver com traços autoritários dessa ou daquela personalidade, mas que emerge do próprio processo educacional e de ensino.

(…) a autoridade do professor nada tem a ver com policialismo; tem si a ver com a conquista de uma disciplina de vida que não se aprende em manuais, mas na própria escalada dos obstáculos naturais.

(…)

Mas o fato de adotar uma atitude que valoriza o diálogo e parte dos conhecimentos anteriores dos alunos, não significa de forma alguma assumir uma atitude de laissez-faire, de não diretividade irresponsável e descompromissada, pois deixa os alunos ao léu, sem rumo, desorientados, cada um por si, sem saber o que fazer e onde chegar. A atitude dialógica supõe uma certa diretividade, pois o professor sabe onde quer chegar com o seu ensino e ajuda o aluno a atingir esses objetivos, incentivando a sua atividade e orientando a sua aprendizagem no sentido da construção do conhecimento.

(MARIA CÉLIA C. HAYDT)

Num concurso para a área de educação musical, a orientação e/ou co-orientação de Iniciação Científica vale seis pontos por aluno na prova de títulos.

Até aí tudo bem. Entretanto, a docência no ensino médio ou fundamental equivale a 3 pontos por semestre. Em outras palavras, quantitativamente, orientar um aluno de nível superior dá tanto trabalho quanto lecionar durante um ano numa escola com 40 alunos ou mais por turma. Soma-se a isso a falta de instrumentos ou material disponível que leve em consideração esta realidade.

O que mais chama atenção é que este professor irá trabalhar com estágio supervisionado, orientando os licenciandos na prática de ensinar.

Tendo este quadro em vista: o que vale mais para um docente? A experiência e vivência de sua práxis ? Os títulos e orientações? A titulação sem experiência prática é válida?

Será mesmo que esta instituição está valorizando os professores que estão ralando nas escolas públicas?

Já são quase 11 da noite e eu estou aqui: fazendo aulas de educação musical para serem dadas amanhã as 7 da manhã.

Aulas que sou obrigado a inventar, já que os poucos métodos que existem mal se adaptam à realidade no município do Rio de Janeiro. Aulas que tenho que testar e que na maioria das vezes dão errado.

As faculdades de música poderiam muito bem criar materiais didáticos com este propósito, entretanto é melhor filosofar sobre a “EPISTEMOLOGIA DO MUNDO PÓS-MODERNO SEGUNDO A PRÁXIS DO PROFESSOR REFLEXIVO”, ou então sobre “A OBRA DE BACH E A SEMIÓTICA DO ABSURDO”, textos com títulos de remédio.

O mundo é tão pós-moderno para que está debaixo do ar condicionado. Porém, para os professores que estão em salas com mais de 40 alunos e sofrendo todo o tipo de humilhação (semana passada sofri a minha bilhionésima ameça de morte), a vida continua tradicional e ainda vivemos como nossos pais !!!

“A maldade não está essencialmente nas pessoas, mas nos sistemas de organização social que a transformam em ódio coletivo e organizam a sua expressão em nome da justiça, de Deus, da pátria, da pureza racial ou o que seja.”

(Ladislau Dowbor)

O conceito Global da Secretaria municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Você concorda que um aluno reprovado em português, matemática e história seja aprovado para o próximo ano?

Esse é o “conceito global” da secretaria municipal de educação. Nome bonito para esconder a aprovação automática.

O aluno só fica retido caso seja reprovado em 4 matérias ou mais. Caso contrário, o educando é aprovado automaticamente, independente se sabe ler ou realizar cálculos. E nem tratamos da média: 5. Menor impossível!

Onde está a mídia para denunciar isso?
Lucrando com dinheiro público, é óbvio. A Prefeitura do Rio tem contratos milionários com a fundação Roberto Marinho, nos últimos cinco anos, segundo o site Rio Transparente, contratos do município com a FRM chegam a R$ 112,697 milhões.
E ainda acham que o brasil tem futuro?

Nesta eleição, discutindo com branquelo e mauricinho cabo eleitoral de Aécio Never foi informado que o nobre angariador de votos tinha “medo do Brasil virar uma Venezuela”. Pensando sobre esta babaquice, acabei chegando a conclusão de que ainda falta muito.
Para se tornar um bolivarista, ainda falta ao Brasil:

– universalizar do acesso à educação, erradicando o analfabetismo.
– criar mais de 7.000 centros médicos.
– diminuir em 50% a taxa de mortalidade infantil
– Subir 10 posições no IDH em uma década
– construir mais de 700 mil moradias
– ser o país mais avançado na erradicação da fome.
– acabar com o monopólio midiático.
– aumentar o salário mínimo em mais de 2000%.
– reduzir a jornada de trabalho para 6 horas diárias e a 36 horas semanais sem diminuição do salário.
– oferecer  apoio direto ao continente americano mais alto que os Estados Unidos.

Pelo visto, ainda falta muito !!!