Aula- O Som dos Instrumentos

Olá amigos professores.

Nesta atividade, proponho uma brincadeira com a turma. Um jogo, no qual os educandos trabalham a percepção sonora e o timbre dos instrumentos.

A aula é simples, o professor apenas precisa de um reprodutor de áudio e um mapa dos instrumentos que pode ser baixado nos anexos da aula.

Além das aulas de educação musical, esta atividade pode ser aplicada por um professor de artes ou um docente que está na regência de uma turma do primeiro segmento do ensino fundamental.

Com este jogo o docente pode introduzir a noção de instrumento harmônico, melódico e percussivo. Enfim, há uma gama enorme de assuntos para abordar.

Espero ajudar, até a próxima !!!

Folha o Som dos Instrumentos (A4)

Proposta: Realizar uma brincadeira de percepção sonora e timbrística dos instrumentos.

Duração: Uma ou duas aulas (45 minutos cada).

Faixa etária: Apartir do 3º ano do ensino fundamental

Objetivos

Objetivos gerais: Desenvolver a sensibilidade estética, a percepção musical por meio das práticas tradicionais lúdicas orais e coletivas da infância.

Compreender a produção de instrumentos e de ferramentas musicais.

Objetivos específicos: Qualidades dos materiais sonoros: timbre.

Identificar o tipo de produção de som nos instrumentos.

Procedimentos de ensino e atividades a serem trabalhadas: Realizar jogos, brincadeiras musicais e canções, integrando movimentos e sons com a percepção dos timbres dos instrumentos.

Conhecer instrumentos harmônicos melódicos e de percussão.

Recursos: Reprodutor de áudio, mapa dos instrumentos.

3º Ano

3º Ano

AULA

1- O professor cola no quadro o mapa dos instrumentos.

OBS: Este mapa encontra-se na seção Anexos. Nela, este item está ampliado para 4 folhas A4, o docente pode imprimi-las em unir com uma fita adesiva.

2- Explicação do Jogo. Cada criança vai até o quadro e o docente executa um dos exemplos durante 30 segundos. Cabe ao aluno indicar no mapa qual é o instrumento gerador daquela som.

O professor pode fazer uma disputa de meninas contra meninos, de grupos ou duplas. Pode dar um ponto para quem acertar o instrumento, e dois pontos a mais para quem souber o nome e escrevê-lo no quadro.

OBS²: Os exemplos em áudio estão disponíveis para download na seção Anexos. O arquivo está zipado (.zip). Há exemplos para todos os instrumentos.

Anexos

Mapa dos Instrumentos (.pdf, dividido em quatro folhas A4)

Mapa dos Instrumentos (.pdf, A4 folha única)

Mapa dos Instrumentos (.odp, LibreOffice. Arquivo editável)

Exemplos em áudio (.mp3 e .wmv)

Avaliação da Aula

Esta proposta foi aplicada em 25 turmas que iam do primeiro ao sexto ano do ensino fundamental e continham de 20 à 47 educandos. Como em outras aulas, quanto mais se avança em idade, mais resistência encontramos na participação discente. Contudo, não tive muitos dificuldades em encorajar a turma nesta atividade.

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Para colar o mapa de instrumentos no quadro, pedi aos educandos adesivos que muitos trazem na primeira página do caderno. Este item mostrou-se ótimo, já que diferente da fita durex, não deixava marcas no quadro. Algumas salas de aula dispunham de aparelho DATASHOW, optei por não utilizar este equipamento devido a dificuldade que teria de projetar o mapa de instrumento e trocar a janela de meu player de áudio.

5º Ano

5º Ano

Muitos educandos revelaram não conhecer o som e o nome de instrumentos tidos como populares no meio midiático: Saxofone (era chamado de TROMBETA por muitas pessoas, mas tinha o som reconhecido), Baixo (que era confundido visual e sonoramente com uma guitarra), cavaco (os educandos identificavam o som, porém muitos apontavam um bandolim), Agogô (a maioria não soube o nome) e Surdo (chamado de tambor). Poucos souberam o nome de instrumentos como: trombone, trompete e tuba.

Na maioria dos casos, os estudante somente identificavam os instrumentos mais populares e divulgados nos meios de comunicação: guitarra, pandeiro (muitos conheciam, mas não sabiam o nome), piano, violão, berimbau, bateria, flauta (transversa) e violino. Um fato curioso é que a maioria dos educandos reconheceu visualmente a Harpa, contudo não souberam identificar (na maioria dos casos) o som deste instrumento, apontando para o metalofone ou piano.

Passamos por algumas dificuldades no quesito respeito aos colegas de turmas. Alguns educandos “sopravam” a resposta, já outros foram xingados por seus parceiros de classe quando cometiam algum erro (prova disso pode se ver vista no vídeo desta aula). Para contornar este problema apliquei algumas penalizações que iam deste a perda de um ponto até a exclusão do jogo.

Equipamento utilizado nas aulas

Equipamento utilizado nas aulas

Devido à problemática da falta de uma sala de aula específica para a educação musical, optei por dividir a turma em dois grupos: meninas e meninos. Gastaria muito tempo arrumando as cadeiras e depois colocando todas no lugar, soma-se a isso o tempo que já perdia montando todo o aparato de som que levo na mochila. As turmas de 1º ao 5º ano tem apenas um tempo de aula por semana e o tempo de preparação da sala levaria grande parte da aula. Além do mais, dou de 8 à 10 aulas por dia nesta escola e reconheço que é quase impossível um professor ter pique para tantas arrumações.

Esta proposta não obteve sucesso em turmas de 1º e 2º anos (devido a isso modificamos a recomendação de faixa etária de TODAS para A PARTIR DO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL). Por ainda serem muitos pequenos, muitos educandos só iam ao quadro pelo fato de participar da brincadeira. Apontavam para o quadro sem ter a menor noção de qual instrumento estavam tocando. Assim, criei outra proposta de melhor entendimento para os menores: o som das coisas.

Nas turmas de 6º ano, pude prolongar esta atividade. Já que dispunha de 2 tempos de aula, começamos votando quais seriam as regras do jogo – e no final da disputa – criamos uma tabela com a família dos instrumentos: percussão, cordas, sopro e teclas.

3º Ano

3º Ano

Apesar de tratar basicamente de uma proposta com conteúdos factuais (ZABALA 2010), esta atividade serve para demonstrar como a educação musical ainda é elitizada em nosso país, assim como apresenta um quadro crítico dos educandos das escolas públicas: jovens que são carentes de informação e conhecimento de outras formas de expressão diferentes da que são mostradas na grande mídia. Já era de se esperar que grande parte destes educandos não conhecessem instrumentos como um bandolim ou um xequerê, porém muitos não sabiam diferenciar um baixo de uma guitarra.

Referências

NIKEL, Mateus. A função social do ensino e a concepção sobre os processos de aprendizagem: instrumentos de análise – Antoni Zabala (fichamento). Disponível em: https://blogdonikel.wordpress.com/2014/05/23/a-funcao-social-do-ensino-e-a-concepcao-sobre-os-processos-de-aprendizagem-instrumentos-de-analise-antoni-zabala-https://blogdonikel.wordpress.com/2014/05/23/a-funcao-social-do-ensino-e-a-concepcao-sobre-os-processos-de-aprendizagem-instrumentos-de-analise-antoni-zabala-fichamento/fichamento/ (último acesso 26/8/2015)

Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Orientações Curriculares Música. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/exibeconteudo?article-id=798881 Último acesso: 13/02/2015

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Tradução Ernani F. da F. Rosa – Porto Alegre: Artmed, 2010.

5º Ano

5º Ano