Discografia Fito Páez (PARTE 1), por MATEUS NIKEL

Olá a todos

acabo de escutar a discografia do roqueiro argentino Fito Páez e de imediato tive a idéia de escrever um post sobre ela. Já que este post ficaria imenso, devido a dezenas de discos que escutei, resolvi dividi-lo em partes.

Então vamos lá.

A primeira vez que ouvi uma canção de Fito foi em um show de Renato Braz, no teatro Rival aqui no rio, onde ele interpretava Un Vestido y un Amor. Sou suspeito para avaliar já que me considero fã do Braz, mas acabei adorando a musica e no escuro do teatro escrevi o nome do autor que peguei por alto. Algo como tito braz.

 

 

Depois de perceber que o nome estava totalmente errado, comecei a fazer o DOWNLOAD DA DISCOGRAFIA.

Para auxiliar nesta análise estou usando como base a nada parcial WIKIPEDIA.

Fito_Paez-Del_63-Frontal

 

Páez teve um grande número de grupos e gravações no início da década de 80. O primeiro disco que tive contato foi Del ’63 (1984), na qual a única canção que me chamou a atenção foi Tres Agujas.

 

 

O álbum seguinte, Giros (1985) é bem mais sólido e homogêneo. Nele encontramos os primeiros clássicos que acompanharão  Fito por toda a sua carreira. Este LP lhe rendeu um disco de ouro e platina (50 mil cópias).

 

Fito_Paez-Giros-Frontal

 

Abaixo está a primeira faixa, homônima do disco:

 

 

Destaco também a linda poesia de 11 y  6:

“Durante un mes vendieron rosas en La Paz,

presiento que no importaba nada más

y entre los dos juntaban algo.

No sé por qué, pero jamás los volví a ver.

Él carga con 11 y ella con 6,

y, si reía, le daba la luna …”

 

 

Uma das críticas a este início de carreira de Páez são os arranjos experimentais. Nota-se na mixagem que a caixa tem mais intensidade que a melodia. Isso na maioria das vezes mascara a beleza das canções. Algumas destas musicas só me agradaram após releituras do próprio cantor. Como exemplo podemos comparar a mesma 11 y 6  gravada no ano de 2008 no álbum: No sé si es Baires o Madrid, considerado por mim do cantor:

 

 

Finalizo este álbum com a melhor composição de Páez : Yo Vengo Oferecer my Corazón. De novo o arranjo Pop e exageradamente virtualizado por seus teclados mascara a canção.

 

 

Yo vengo a ofrecer mi corazón, alcança o reconhecimento na Argentina e posteriormente é gravado por Mercedes Sosa. A canção é adotada como hino de resistência à repressão política e obtém enorme repercussão (WIKIPEDIA).

Como descrito acima a diva da musica argentina traz uma nova interpretação para a canção e como é esperado, arrasa !!!

 

“Y hablo de países y de esperanzas;
hablo por la vida, hablo por la nada.
Hablo de cambiar ésta, nuestra casa;
de cambiarla por cambiar nomás…

¿Quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.”

Para mim esta faixa é mais uma guarania  que uma canção pop. É a mesma coisa que presenciamos em canções nossas. Nós latinos compomos canção com uma rítmica e melodia local e tentando entortá-las para uma roupagem eurocêntrica.

Outras interpretações também merecem ser mostradas. No mesmo álbum No sé si es Baires o Madrid,(2008), encontramos a participação de Pablo Milanes:

 

 

Também há uma gravação amadora do grande Renato Braz cantando este clássico:

 

 

Bem queria continuar com a análise, mas acho que este post já está um pouco grande. Até a próxima pessoal !!!.

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