PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA ESCOLA – Angelo Dalmás

INTRODUÇÃO

Este texto tem como intuito o fichamento do capítulo 2 (planejamento participativo em educação formal) do livro Planejamento Participativo na Escola (Angelo Dalmás, Ed Vozes 2010). Além deste capítulo, foram adicionadas outras informações encontradas na obra, ligando outros aspectos ao segundo capítulo.

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO EM EDUCAÇÃO FORMAL

1 PLANEJAMENTO – DEFINIÇÕES E PONTOS

O planejamento está diretamente ligado à vida do homem. Sempre que se buscam determinados fins, relacionam-se alguns meios necessários para atingi-los. Isto de certa forma, é planejamento. No momento em que a realidade se torna mais complexa, somos abrigados a uma maior sistematização de pensamento e de ação para poder compreendê-la e transformá-la (pg 23).

Analisando as características do termo PLANEJAMENTO, presentes em sua bibliografia, Dalmás (2010) constata alguns pontos em comum. Entre eles:

– todo planejamento possui teoria. Da mesma forma que a técnica, a teoria não é neutra, porque há um objetivo a alcançar e uma realidade a transformar.

o planejamento é um processo. Esta característica parece ser a mais importante, pois planejar não é algo estanque, mas uma ação contínua e globalizante.

todo planejamento encerra ação, sem a qual não teria sentido. Este agir visa um produto melhor, isto é, transformar a realidade.

2 PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

FASES DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

O planejamento é uma resposta a três perguntas básicas:

– o que se quer alcançar? (UTOPIA);

Referencial Teórico ou MARCO REFERENCIAL, composto pelo conjunto: MARCO SITUACIONAL, MARCO                     DOUTRINAL e MARCO OPERATIVO.

– a que distância se está do que se quer alcançar? (DIAGNÓSTICO);

Comparação entre MARCO DOUTRINAL e MARCO OPERATIVO.

– o que será feito para se diminuir a distância? (PROGRAMAÇÃO)

Definição de necessidades encontradas no DIAGNÓSTICO

Metodologicamente pode-se afirmar que se vive quatro passos:

 

2.1 FIXAÇÃO DE DIRETRIZES GERAIS

A fixação de diretrizes gerais, constitui-se de um conjunto de definições  conceituais, de objetivos fundamentais e de conteúdos sobre os aspectos teóricos que envolvem a realidade planejada. Estas diretrizes representam o IDEAL que se imagina para uma realidade específica. É a UTOPIA que desafia para melhor. A UTOPIA provoca um contínuo processo de planejar e replanejar a fim de aproximar a realidade existente do ideal definido. Trata-se do Referencial Teórico. Este é composto pelo conjunto do Marco Situacional, Marco Doutrinal e Marco Operativo.

O Marco Situacional (MS) é a parte do planejamento que descreve a realidade em que se vive e trabalha. Realidade em seu sentido amplo, local e global. Leva-se em consideração aspectos políticos, econômicos, entre outros.

Como podemos escrever o MS? Pode-se começar do mais amplo ao mais localizado: situação mundial, latino-americana, brasileira, estadual, local, etc. Desta forma, se constrói um planejamento levando em consideração o micro e o macro no processo de interação entre seres.

O Marco Doutrinal (MD) é a parte do planejamento que pretende mostrar aonde se quer chegar. É uma série de princípios antropológicos, pedagógicos, sociais, etc. O que tem em vista a sociedade e o homem. Em outras palavras o MD contém a utopia na qual se quer alcançar. Algumas características deste tópico devem ser ressaltadas, entre elas: o modelo de pessoa a ser desenvolvida; o modelo de sociedade que se apresenta como proposta.

O Marco Operacional (MO) é a tomada de posição do grupo de planejamento, em relação à linha de ação a ser assumida, para provocar as transformações da comunidade e da sociedade. É necessário responder como as atitudes serão transformadas em ações práticas. O MO acaba se tornando uma orientação importante que vai continuar a indicar por onde se vai caminhar, após o plano escrito.

               Sintetizando:

               “- diante de um mundo assim… (MS);

               “- propõe-se condições assim… (MD);

               “- por isto, a nossa escola funcionará assim… (MO).”

2.2 DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é a comparação entre o que se pensou como ideal (MD e MO) e a realidade educativa da escola. É um julgamento entre a teoria do MO e a prática escolar. Pelo diagnóstico, o grupo determina a que distância está entre a realidade e a utopia, isto é, procura descobrir a real situação em que a comunidade educativa se encontra na sua aproximação ao ideal estabelecido.

2.3 PROGRAMAÇÃO

No diagnóstico identificam-se as principais necessidades. Feito isso, define-se a programação para resolver os problemas, atender necessidades e reforçar avanços, a fim de transformar a situação existente (pg 33). Este passo é o resultado técnico das decisões que envolvem a fixação dos objetivos, políticas e estratégias. Em outras palavras:

objetivos: expressão concreta do que se quer alcançar e sua finalidade (o resultado da ação).

políticas: linhas de ação, princípios orientadores, atitudes básicas assumidas como necessárias pra desenvolver o plano.

estratégias: são modos práticos e particulares de concretizar cada política de ação.

2.4 AVALIAÇÃO

A avaliação completa o processo de planejamento. É um processo que confronta permanentemente o resultado que se vai conseguindo. Não é a ultima coisa a ser feita, pois é constante.

O ato de avaliar é o motor que assegura o dinamismo do plano, pela constante atualização através de sucessivas revisões e reformulações. Possui duplo aspecto: de controle e de realimentação. Acaba-se confrontando os resultados alcançados com os resultados desejados (objetivos), para analisar as causas dos acertos ou dos desvios ocorridos.

                 Finalizamos este texto com um roteiro que orientará globalmente os participantes do processo de planejamento, apresentado por Gandin (1983) e citado por Dalmás (2010).

 

PLANO GLOBAL DE UMA ESCOLA

1-      MARCO REFERENCIAL

  • Marco Situacional
  • Marco Doutrinal
  • Marco Operativo

2-      DIAGNÓSTICO – Necessidades

3-      PROGRAMAÇÃO

  • objetivos
  • políticas e estratégias
  • determinações gerais
  • atividades permanentes

 

 

BIBLIOGRAFIA:

DALMÁS, Angelo. Planejamento Participativo na Escola, ed Vozes 16ª edição 2010

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