AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL (MOACIR GADOTI)

Este texto tem como finalidade o fichamento  do capítulo homônimo de Gadoti (2000), inserido em seu livro PERSPECTIVAS ATUAIS  DA EDUCAÇÃO.

Gadoti defende a avaliação institucional como ferramenta para a melhoria dos seus serviços e para a conquista de maior autonomia de escolas e universidades.

Entre os argumentos positivos expostos, podemos citar:

(a) Serve como instrumento pedagógico para a avaliação do educando.

(b) mostra a eficiência da instituição em caso de reprovação automática.

Fatores negativos também são demonstrados, entre eles:

(a) redução do processo de avaliação a um único critério.

(b) singularidade de cada currículo, causando assim, uma elaboração menos eficiente da prova.

(c) o resultado irá quantificar  problemas no produto final, e não o processo que o criou.

Toda avaliação de processos traz consigo uma atribuição de valores. Pode-se fazê-lo de uma forma dialética ou de forma repressiva.  As universidades vêm se preocupando nos últimos anos apenas com as avaliações institucionais, esquecendo da importância da avaliação de aprendizagem (renegada aos primeiros anos de alfabetização). Crê-se, contudo, que ambas são inseparáveis.Por falta de uma cultura avaliativa, vários docentes, em geral, não dominam os conceitos e técnicas desta disciplina. Este tipo de atitude gera um certo desconforto dos mestres, quando colocados na situação de avaliadores, assim como nos avaliados.

Historicamente a avaliação é vista como um processo ameaçador e de punição. Contudo, avaliação é um processo fundamental, no qual são analisados o planejamento, o referencial teórico e a metodologias aplicadas.Atualmente, um campo fértil de discussão trata da concepção de avaliação e dos modelos avaliativos. Graças à esta discussão ficou claro que avaliar não é medir. Não se pode mais confundir avaliação com mensuração do rendimento escolar.

Gadoti nos alerta sobre a importância de se estabelecer uma filosofia que sirva de base para orientar o processo de avaliação. Esta teoria de base, definirá tanto os objetivos quanto os planejamentos e os métodos a serem utilizados.Tendo como base uma filosofia, podemos delimitar vários fatores como: a concepção (dialógica ou punitiva), os paradigmas dialógicos (comunicativo, intersubjetivo) ou de um paradigma instrumental da avaliação.

Uma concepção de avaliação é uma filosofia adotada, um referencial teórico mais amplo, pela qual se estabelecem os princípios que orientarão os processo avaliativo.

(GADOTI, Moacir. 2000 pg 198)

Após o breve entendimento de todos os termos, pode-se falar:

(a) de um modelo descritivo (objetivando apresentar a situação de um determinado sistema)

(b) de um modelo analítico ( que busca a explicação da situação apresentada)

(c) de um modelo normativo ( a avaliação é baseada em critérios de desempenho estabelecidos pelos avaliadores, independente do contexto)

(d) de um modelo experimental

 

enade

 

Necessidade da avaliação institucional

Gadoti cita sete princípios descritos abaixo:

(1) globalidade: não se pode globalizar indicadores parciais

(2) compatibilidade: buscar uniformidade básica de metodologia e de indicadores.

(3) respeito à identidade institucional

(4) não-premiação ou castigo:  o princípio de avaliação não deve estar vinculados à princípios de castigo ou premiação.

(5) adesão voluntária: que garante legitimidade política da avaliação.

(6) legitimidade técnica garantida por uma metodologia adequada.

(7) continuidade do processo de avaliação.

O objetivo deste tipo de mensuração é a melhoria dos serviços prestados pela organização, assim como, o aperfeiçoamento das relações sociais usuais aos integrantes da instituição. A avaliação institucional, constitui-se  num processo de auto-consciência institucional, desvelando causas e determinantes dos seus sucessos e de seus insucessos (pg 199). Nunca se recomenda que este tipo de procedimento seja punitivo ou classificatório.

Um fato interessante é que a avaliação institucional não é um processo neutro, muito menos técnico. Ela é uma exigência das sociedades democráticas atuais. Onde toda instituição pública precisa prestar contas á universidade.Para que ela seja efetiva, não podemos cair no tradicionalismo classificatório, quantitivista e burocrático. A avaliação necessita ser feita de forma “diagnóstica”. Trata-se de um processo de autocrítica, no qual são gerados modelos e propostas para a melhoria dos serviços disponíveis.

Condições da avaliação institucional

A avaliação superior deve levar em consideração sua contribuição à educação básica. Criando meios para que os menos necessitados possam tem acesso ao ensino acadêmico. Outro grande erro quando tratamos de mensuração, é a sua comparação com as universidades estrangeiras, uma característica clássica da nossa elite conservadora. Tendo como “modelo a ser superado” o europeu ou o estadunidense.

O processo de estruturação e reestruturação do ensino superior deve ser “emancipatório “, entre algumas características deste processo podemos citar:

(1) Necessidade de um referencial, toda avaliação é um mecanismo para implantar ou favorecer um dado modelo ou projeto político-pedagógico (pg 204)

(2) Toda mensuração prevê “condições prévias de desempenho”, em relação às quais esta pode ser melhor ou pior

(3) a auto-avaliação é necessária, mas insuficiente. Professores raramente são avaliados por seus educandos.

Todas estas características apontam para um “processo formativo”, portanto, ela não deve ser resumir a um processo quantitativo  de testagem de rendimento de alunos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s