Wolffinianas

(…) Não fora pela ausência de negros e pobres, eu diria que já havia visto o bar, em ver­dade um espécie de cabaré, na Praça Mauá. Desses lugares onde o porteiro pergunta se você está armado, você nega e ele manda você ir embora e voltar com um revólver. O lugar estava cheio de gente que respirava todo tipo de fu­maça. Não fosse pelo neon que anunciava as mais diversas marcas de cerveja, eu diria que tinha retornado no tempo e estava em pleno expressionismo. Artistas, putas, viados, turistas, militares, havia de tudo.

(…) É no bar que me vêm as melhores idéias para contos e romances que não escrevo nunca, pois como estou sempre de porre, no dia seguinte não lembro coisa alguma.

WOLFF, Fausto; O Nome de Deus; Ed. Bertand do Brasil 1999, pg 81/82

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